R.E.M.- Prólogo

Quando foi que a verdade deixou de ter graça?

Quando bem mais novo, eu sempre contava aos outros sobre aventuras que aconteciam em reinos reinos distantes. Os fortes e destemidos heróis que lá viviam; as belas e bondosas princesas que lá governavam; os temíveis, mas incríveis monstros que moravam nas profundezas das masmorras mais escuras. Os olhos de meus amigos brilhavam enquanto eu descrevia cada cena, e os sorrisos  que conseguia deles era todo pagamento que eu precisava.

E em meio aos protestos de ”E então, o que aconteceu!?” e ”Continua!” sempre alguém mais inocente me perguntava ”Isso é tudo verdade?”. Eu sorria da maneira mais legal que conseguia (pensando agora, eu devia parecer bem besta) e respondia ”Eu pareço um mentiroso?”. E de fato, no fundo eu acreditava em cada pequeno mito que se formava em minha mente infantil, da mesma forma que acreditava em Papai Noel, Coelho da Páscoa e nos Power Rangers.

Mas agora parece que tudo isso não passa de uma memória esquecida.

Alguns dos meus antigos amigos se mudaram.

”Contar estorinhas é coisa de criança”.

Outros arrumaram outros interesses.

”Não tenho tempo para isso”.

Minha fisionomia deve ter mudado com os anos, pois durante um tempo eu fiquei conhecido como um mentiroso.

”Mas é claro que nada disso é verdade.”

Só é mentira se você não acredita realmente, sabia!?… Mas no fim eu mesmo comecei a deixar de acreditar em minhas estórias, então acho virei um mentiroso mesmo.

Ao iniciar o oitavo ano em minha escola eu já tinha me rendido à realidade e evitava ao máximo pensar em reinos distantes e monstros temíveis. Faziam alguns anos que não tentava mais contar estórias, apesar de continuar escrevendo contos em um caderno que mantinha em segredo. Eu tinha desistido da magia e fantasia por uma verdade monótona, porém segura.

Estava apenas levando cada dia normal e tranquilamente. E tudo teria se mantido desta forma, não fosse a chegada de uma nova aluna.

Latas, Unicórnios e Elefantes Rosa.

O álcool tem efeitos sob nossa coordenação motora e nosso raciocino. Não discutirei uma verdade irrefutável que já foi provada pelas fontes mais confiáveis deste plano ( Wikipedia e Mythbusters). No entanto, é indiscutível o efeito positivo que tal substancia tem em algumas pessoas.

Alguns tornam-se mais confiantes; outras tornam-se capazes de dançar; e até conheci indivíduos cujo o intelecto elevava-se junto ao teor alcoólico em seu sangue.

Quanto à mim, eu nunca estudei propriamente tais efeitos etílicos em minha pessoa. Por esta razão decidi realizar este experimento. Até o fim desta noite terei escrito um texto inteiro conforme for ultrapassando os níveis de alcoolismo. Possivelmente não será um texto conciso ou mesmo são, but then again, que texto meu os são.

(Antes que alguém comente:Sim, eu sou fraco para álcool)

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Nada

Às vezes eu sinto vontade de escrever. Não ”escrever sobre jogos”, ”sobre filmes” ou ”pseudo-reflexões” como eu geralmente faço. Apenas vontade de escrever. Sem nenhum tópico, assunto ou propósito.

É tentador escrever sobre ”nada”. Você não precisa pesquisar sobre o assunto cujo qual está dissertando. Afinal você sabe tudo o que se tem que saber sobre ele, ou seja, nada. Além do que isto lhe dá uma liberdade incrível, não há grilhões que o prendam quando não há o que se seguir.

Nem tudo são flores no entanto. A liberdade total vem com um preço. Acaba tornando-se difícil manter-se muito tempo falando sobre o nada sem acabar se desviando para algo. Sem contar com questões pseudo-filosóficas, como ”se você escreve sobre o ”nada”, você não está automaticamente transformando-o em alguma coisa?”.

Mas talvez o maior problema seja a duração dos textos. Não importa o quanto você se esforce, sem se ter um assunto é difícil continuar desenvolvendo um texto por muito tempo, e não é incomum que ele termine por acabar abruptamente.

Trilogia ”Feast”

Volta e meia eu escuto a afirmação de que ”o universo é cíclico”.

Sempre haverão guerras; grandes impérios sempre cairão; o livro sempre será melhor que o filme. Algumas coisas tendem a se repetir diversas vezes durante nossa vida e, quando penso sobre a minha vida, uma das constantes mais fortes são os filmes de terror.

Não importa o quanto eu tente acabar com isso… sempre volta.

De tempos em tempos eu decido dedicar meu tempo livre à assistir filmes deste gênero, desde os thrillers mais tensos e inteligentes até os slashers descerebradosE foi em minha mais recente investida que fui apresentado ao terror/comédia de humor-negro ”Banquete no Inferno” (Feast) de 2005.

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Saiu o segundo ”Em Outro Castelo”. Podcast sobre Games do blog This Is Happy End, de onde eu faço parte.

Assunto: Todos amam, mas eu ODEIO!

Escute, concorde, tenha raiva e o mais importante, comente lá o/

Em Outro Castelo

Depois de todos os elogios, congratulações e comentários bacanas que recebemos pelo Podcast anterior, resolvemos por tudo a perder falando mal dos jogos mais amados por gerações de gamers! Para que conseguir boa vontade, se podemos queimar pontes? Neste podcast, Maximus, Fake Nerd, Ed Shemp e a mais nova adição ao plantel do blog General do Panda (nem me pergunte) dizem quais jogos eles odiavam enquanto todos pagavam pau!

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