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Fear of the Dark?

Acho que ouvi alguma vez que este excesso de tecnologia que temos hoje em dia é prejudicial e nos afeta restringindo muitas vezes nossa própria mente.

Menos de 15 minutos atras houve uma queda de energia aqui no conjunto em que vivo. Estando sozinho e sem bateria suficiente no iPod para jogar algo só o que me resta e refletir em meio a toda esta escuridão. É impressionante o quão melhor sua mente funciona quando não há nada com o que se distrair.Talvez funcione bem até demais.

Acontece que nestes poucos minutos de reflexão me vieram à cabeça uma infinidade de erros, coisas que eu devia e que não devia ter deixado de fazer. Ações simples que poderiam ter mudado o rumo da minha vida, arrependimentos, palavras proferidas que não podem ser recuperadas…

Sei que é importante reconhecer os erros para evitar comete-los novamente no futuro, mas ser incapaz de fazer outra coisa senão relembra-los de novo, e de novo, e de novo…

Começo a ver uma nova faceta do clássico “medo do escuro”. Não são os monstros e outras
criaturas mitológicas que assustam, mas sim, na ausência de qualquer outra coisa além da escuridão, ver-se forçado a encarar a si mesmo, seus próprios erros, inseguranças e demônios.

Onde estão meu computador, minha internet e todas as demais distrações para me arrancar destas trevas solitárias?

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Um pequeno desabafo de fim de ano.

Acho que esse ano eu devo ter sido uma das únicas pessoas do mundo que:

– Não ficaram empolgadas com o PS Vita

Sério, em momento nenhum olhei pra isso e pensei ”Que parada foda! Preciso de um!”. Eu admito que ele até parece um ótimo handheld, e é cheio de funcionalidades, mas simplesmente não me interessou em nada.

– Não se perderam em Skyrim

Não achei o jogo ruim, só que ele meio que não me empolgou. Talvez futuramente, mas acho que tenho coisa melhor pra jogar ainda.

– Não tá nem aí pro IPad

Parece ser um ótimo leitor de e-Books, mas pra isso tem… hum… Leitores de e-Books. No mais ele me parece que não é tão potente quanto um laptop, nem tão compacto quanto um IPhone e, PARA MIM, é muito melhor andar com um gadget que caiba no meu bolso.

– Ainda quer um 3DS

”Mimimi, quase não tem jogo. Me diz mais de 10 jogos bons pra esse video-game!”
Mermão, meu dinheiro não dá em árvore. Tu acha mesmo que no decorrer de 1 ano eu vou comprar mais de 10 jogos que custam por volta de 200 reais cada!? O Portátil é pra eu jogar só fora de casa, nem preciso de tanto jogo assim, pra jogar em casa tenho a Steam.

”Mimimi, só tem aquelas franquias da Nintendo”
Hã… eu sei, e é por elas que eu escolho video-games da Nintendo. Se eu quisesse franquias que não fosse da Nintendo ia atrás de outros video-games, oras.

– Não assistiu The Walking Dead nem Game of Thrones

Não vou dizer que ”não tenho tempo mais para nada por conta do meu trabalho”, mas, de fato, meu tempo já não é mais o mesmo e eu estou tendo que escolher minhas prioridades.
E se, à 2 anos atrás eu assistia toda série nova que saia, atualmente eu estou mais focado em jogos. É algo cíclico, eventualmente vou me interessar por séries de novo, mas no momento não tenho tido paciência pra assistir nada, sequer filmes direito.

– Gostou MUITO mais do jogo Dead Island do que do Trailer

Se tem uma coisa que eu aprendi a muito tempo atrás é: Trailer sem Gameplay não significa PORCARIA NENHUMA. Quando o primeiro trailer do jogo saiu eu simplesmente ignorei porque não mostrava nada do jogo em si. Quando o jogo finalmente saiu eu gostei, um jogo divertido e bem legal pra se jogar em Multiplayer.

”Mas o jogo não apresentou nada do que tinha no trailer” Geez, sério? Será que tem a ver com o fato de que O TRAILER NÃO MOSTRAVA NADA DO JOGO EM SI?
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Essas são opiniões MINHAS. Não estou tentando força-las goela abaixo de ninguém, apenas parem de me encher sobre estes assuntos e me deixem passar pro próximo ano em paz, ok? :)

Post atrasado sobre o Natal

Natal.

Afinal de contas, o que você tem de tão especial, de tão mágico, que faz com que as pessoas tomem atitudes que jamais tomariam em outras circunstâncias?

Em se tratando de datas comemorativas, o Natal pode ser considerado como o vinho dos feriados: quando inebriado por ele algumas pessoas se emocionam, podendo até chegar a chorar, outras demonstram-se felizes sem razão aparente, e ainda temos os que se vestem e/ou agem de maneiras que normalmente seriam condenadas pela sociedade, mas como é Natal está tudo perdoado.

Afinal é importante aproveitar ao máximo a única oportunidade do ano que você tem de vestir aquela sua roupa de duende.

É importante eu abrir um parênteses aqui para diferenciar o Natal de outra comemoração, esta podendo ser considerada a cachaça dos feriados, que seria o Carnaval, onde as mesmas regras se aplicam, no entanto multiplicadas por 10 e muito, mas MUITO mais prejudiciais. Além do que, mesmo que todos conheçamos um Scrooge que não goste do Natal, é bem mais comum pessoas que não gostem do Carnaval e acreditem que este deve ser banido dos calendários de todo o mundo, e tornar a simples menção a esta festividade um crime punível com decapitação imediata.

Sinto muito, estou perdendo o foco. Permitam-me tentar retomar meu pensamento, sim?

Então, cerca de dois dias atrás cheguei à conclusão de que deve haver algo realmente mágico relacionado à data em questão. Talvez devido a este ter sido o primeiro ano que cheguei ao fim estando empregado, eu acabei não notando a aproximação Véspera Natal até alguns dias antes da mesma.

Agora, para alguns pode parecer estranho alguém deixar uma data tão conhecida quase passar desapercebida, no entanto minha ânsia por esta deveu-se por muitos anos aos presentes que eu poderia receber, que desde minha maioridade deixaram de ser brinquedos, aparelhos eletrônicos e outras coisas das quais eu REALMENTE GOSTO para se tornarem roupas e perfumes. Assim sendo, meu hype com relação ao Natal teve uma queda brusca nos últimos anos.

Ok, sei que esta imagem tem sido muito utilizada, mas ela define muito bem a situação.

Mas continuando, assim que fui lembrado em meu trabalho que o Natal estava tão perto eu decidi não ligar mais para o ele. Eu iria ignorar totalmente aquele clima festivo:

-Danem-se os presentes. Já não me importo com o que vou receber, se é que irei receber algo.

-Danem-se as festas. Não faço questão de passar esta data em um lugar arrumado e cheio de enfeites.

-Dane-se a ceia. Não quero ter de esperar até meia-noite para comer. O farei quando estiver com fome.

Era isso, eu havia diminuído a grandiosa e over-rated comemoração à apenas mais um dia, onde iria simplesmente ficar com minha família e, mais tarde, visitar meus amigos queridos e ter bons momentos junto a todos eles. E foi neste momento que eu percebi: ao tentar retirar toda a sua importância, eu acabei apenas me aproximando mais ainda do seu real significado. Eu admito a derrota, você venceu.

Tão perto…

Dizem que “Deus não dá asa à cobras”, e imagino que, se o fizesse, ele provavelmente ainda não a daria condições para alçar vôo, tornando aquela aquisição biológica completamente inútil para o pobre animal.

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Posso até estar soando um tanto pessimista demais, mas quase sempre, a vida é tal qual uma tragédia grega: quando algo muito bom acontece, algo ruim está à espreita, apenas esperando que você baixe sua guarda para lhe aplicar uma voadeira…

… ok, estou apenas falando de mágoa por conta da minha situação atual, ilustrada no quadrinho a seguir:

 

 

 

Nada mais a declarar por hoje…

Steam, China e Outros Discretos Sugadores de Grana.

E mais uma vez retorno após um longo período ausente. Sequer tentarei justificar este tempo sem atualizar, até porque eu bem sei que ninguém importa-se com isso, então cortarei esta parte e irei diretamente ao assunto.

Quem já me conhece deve saber da minha paixão absurda por jogos e gadgets. Por muito tempo, no entanto, um impecilho financeiro me privou de saciar meus desejos relacionados a estas duas paixões.

Agora, não me entendam mal. Posso dizer que, em termos financeiros, a vida nunca foi tão rígida comigo. Não é que eu não tivesse dinheiro algum, apenas não sobrava o suficiente e, como eu nunca fui uma pessoa muito paciente, eu preferia usar o pouco que me restava para sair com meus amigos do que guardar para fazer compras maiores no futuro.

Tudo isso mudou desde que arrumei um novo emprego. E se por um lado isso é algo bom, afinal agora posso comprar novos jogos/gadgets E sair com meus amigos, tudo no mesmo mês, por outro lado tornei-me suscetível à gastos maiores e ao perigo de acabar falido.

Não importa o quanto eu quisesse um objeto antes, como eu não tinha dinheiro para gastar eu simplesmente suprimia aquele desejo consumista e seguia minha vida. Tão pouco eu me iludia com a possibilidade de fazer mais de uma compra fora do orçamento por mês. Uma vez que se tem algum dinheiro para se gastar esta realidade muda.

Não digo que eu simplesmente enlouqueci e decidi fazer várias compras grandes, meu nível de retardo mental ainda não alcançou tal patamar. Por outro lado, eu começo a notar que, caso eu não passe a me policiar melhor, eu posso acabar estourando meu salário devido à gastos que inicialmente parecem ínfimos.

À cerca de 1 ano, talvez um pouco mais, eu conheci duas lojas online que um dia ainda serão o meu fim. Falo das minhas amadas Steam Store e DealExtreme. Estas duas lidam precisamente com minhas paixões anteriormente citadas, jogos e gadgets respectivamente. É claro, elas não são as únicas lojas especializadas nestes produtos, no entanto elas se diferenciam por conta de seus preços. Enquanto a DealExtreme traz produtos chineses de qualidade duvidosa, porém com preços bastante acessíveis (Tablets por menos de 200 contos, por exemplo), a Steam faz promoções diárias, colocando muitas vezes títulos fortes por até um quarto do preço. E é neste ponto que mora o perigo.

Meus Gadgets novos. Um tablet e um MP3. Preço: menos de 200 reais, ambos.

Quando você se vê pagando mais de 200 reais em jogo você sente o baque monetário em sua carteira imediatamente, e rapidamente se abstém de fazer novas compras, pois você sabe que já gastou muito dinheiro. Por outro lado, quando você compra um jogo por 10 reais e um MP3 por 30, a impressão que se tem é que o gasto foi mínimo, então por que não continuar comprando? E no fim do mês, quando a conta do cartão chega…

Não tenho duvidas de que, se não fossem as várias promoções na Steam, eu não teria gasto metade do que gastei nesse ano com jogos. Neste exato momento em que escrevo este texto estou me controlando para não sucumbir a uma destas promoções, e provavelmente falharei.

Metade destes jogos sequer foi testada ainda.

O negocio é aprender a se controlar, se necessário fingir para si mesmo que não tem dinheiro às vezes, mesmo tendo. Não apenas para compras, mas também para outros tipos de gastos. Se não há necessidade de lanchar naquela padaria ou naquele restaurante todo dia por que não reduzir para dois ou três lanches por semana no máximo?

Quem sabe isso não faça bem não apenas para você financeiramente, mas também fisicamente?

Frutos Proibidos

E cá me encontro de volta, depois de um considerável tempo ausente retorno à minhas atividades neste blog.

Como alguns devem saber, passei algum tempo sem postar devido à problemas com minha conexão à internet, problema resolvido a cerca de uma semana… Então por que demorei tanto para voltar a escrever?

Em parte se deve à falta de assuntos para dissertar sobre… que é a desculpa mais clássica quando você está simplesmente com preguiça de escrever, ou está ocupado demais caçando achievements na Steam.

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Preciso… escrever… devo… resistir … à tentação…

Mas não estou aqui para falar do meu problema com jogos (guardemos isso para um post futuro). Também não farei um post sobre Halloween, tendo em vista que este barco já zarpou faz tempo.

Queria falar um pouco sobre um outro defeito uma outra característica do ser humano: a necessidade de se ter o que não se pode ter.

É de conhecimento geral que nós todos deveríamos viver em uma utopia, um lugar lindo e pacifico onde os porcos vem até você e lhe oferecem seu próprio bacon.

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Ao menos foi isso que os Simpsons me ensinaram

Pois bem, o que aconteceu então? O que ocorreu foi que em determinado momento alguém chegou com o ser humano e disse:

“Ei, tá vendo aquela árvore que você nunca deu importância ou nem sequer tinha notado ainda? Só passei pra avisar que ela é proibida, tá?”

“Hã? Árvore? Que árvo-“

Ferrou. Dizer que algo é proibido é a segunda maneira mais eficiente de instigar um ser humano a fazer algo. Pessoalmente, eu sempre achei que o fruto proibido não passou de um pretexto. É obvio que o homem estava tocando o terror no Jardim do Éden, e, em toda a sua sapiência, “Ele” malandramente arquitetou um plano para se livrar da ovelha negra, se aproveitando do desejo pelo proibido que é inerente ao ser humano.

By the way, a maneira mais eficiente, é claro, é usar as palavras “Eu duvido!”

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Quantas vezes não nos pegamos fazendo coisas estúpidas e/ou perigosas, apenas com o objetivo de alcançar algo que nos foi negado? Diabos, muitas vezes sequer ligamos tanto para o objetivo em si. Oque acaba nos motivando é privação que recebemos.

“‘Dane-se o biscoito. Nem sequer gosto de doces. Mas aquele corno disse que eu não podia comer, então vou me empanturrar desta porra.”

Parece ridículo, mas basta uma pequena busca em suas memórias para lembrar de alguma ocasião na qual você desobedeceu seus pais. Não o fazíamos muitas vezes apenas para demonstrar nossa oposição à sua autoridade?

E nem sempre o fazemos conscientemente. Existe uma razão pela qual,muitas vezes, nos sentimos atraídos por quem não nos quer, ou porque sempre achamos grama do vizinho mais verde.

É interessante como isto casa bem com aquela outra característica do ser humano sobre a qual eu comentei tempos atras, de nunca se contentar com o que se tem e sempre buscar algo melhor. Talvez uma seja apenas uma espécie de extensão da outra e a vontade de se possuir algo que não se tem também seja responsável pela evolução do ser humano. Afinal alguém certa vez disse “O homem move-se apenas por 3 razões: Amor, Vingança e Inveja”.