Narrativa Emergente- Crônicas de uma Alma Perdida #1

Respiração pesada. Sangue jorrava dos dois cortes que ele sustentava na barriga. Enquanto corria tentava pensar em um plano, ao mesmo tempo que tentava manter a consciência.

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Não muito distante, o Cavaleiro Negro vinha o seguindo. Portando sua montante negra, ainda banhada com o sangue do tolo que o desafiara. Haviam algumas cinzas espalhadas por sua armadura. Bolas de Fogo que haviam sido arremessadas contra ele. Mas ignorou a dor. Aquele rapaz não parecia ser um Pyromancer experiente, suas magias ofensivas deviam ser bem limitadas.

Chegara próximo a fogueira. Não havia mais para onde fugir, aquele era o momento. Observou os arredores. Do lado de fora da torre não haviam cercas ou qualquer tipo de proteções contra quedas, e daquela altura qualquer dois que caísse jamais conseguiria levantar-se novamente. Machado no chão, escudo erguido em sua mão esquerda e brasas queimando em sua mão direita.

Finalmente ele alcançara sua vítima. O rapaz inconsequente à sua frente parecia ter desistido de correr e agora encontrava-se em uma posição hostil. Tal qual um rato encurralado por um gato prestes a devora-lo, seus olhos denunciavam que ele não pretendia render-se sem lutar. Mas gatos não trajam armaduras, tão pouco possuem aquela gigantesca lâmina negra. Não parece haver chances para seu oponente.

Rasgando o ar, o primeiro golpe. Sua força fora tamanha que o pobre roedor recuou para perto da beirada da plataforma em que se encontravam. Segundo golpe. Tentando não ser arremessado mais em direção à sua morte, o jovem travou os pés no chão, infelizmente a espada inimiga vinda na horizontal fez com que seu escudo fosse retirado de sua frente o deixando perfeitamente exposto. Exposto para o terceiro golpe.

O Cavaleiro avançou em uma estocada final. Qual não foi sua surpresa ao sentir que não havia acertado nada. O jovem rolara em sua direção, passando centímetros abaixo de sua espada e por debaixo de suas pernas. Ele tentou virar-se rápido, mas tudo que pode ver foi uma luz alaranjada aproximando-se rapidamente de seu rosto. Mesmo o elmo estando fechado, o impacto e calor foram o suficiente para faze-lo largar sua montante e levar ambas as mãos ao rosto. Sentiu uma pressão em seu tronco, como se estivesse sendo empurrado, e ao abrir os olhos pode ver a figura do tolo que o desafiara, com uma das pernas esticadas no ar, afastando-se rapidamente. Viu toda aquela fortificação, torres e mais torres, passando rapidamente por ele, até sentir um baque. E de repente deixou de ver, ouvir e sentir.

Deixou-se cair sentado no chão. Levou a mão à barriga mais uma vez. Sabia que era melhor chegar à fogueira e descansar o quanto antes. Por outro lado aquele era o ultimo… bem, o penúltimo Hollow da área, pensou olhando para as próprias mãos. Descansar daria tempo que novos surgissem. Levantou-se, abriu um frasco de Estus e bebeu. Aquilo seria o suficiente para aguentar até que ele tivesse terminado de pegar todos os tesouros que ali estivessem e pudesse finalmente repousar. Pegou o machado no chão e seguiu em frente, torcendo para que não houvessem razões para usar suas 2 Bolas de Fogo restantes tão cedo.

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