Arquivo mensal: dezembro 2011

Conto- Neve vermelha.

A neve cobria os degraus que iam até o topo da montanha. Em meio à nevasca, uma figura se movia, subindo degrau a degrau, em direção ao Templo dos Greybeards.

Brace yourselves... obvious reference is coming...

Brace yourselves... obvious reference is coming...

Ele não sabia o motivo de ter sido chamado. Não entendia o que se passava consigo mesmo. Parou para descansar próximo à uma formação de pedras que mal protegiam da neve que caía com cada vez mais frequência.

Dragonborn? Matador de Dragões? Destino? Nada disso fazia sentido para Rizowalla, mas ele não podia negar que algo aconteceu quando desferiu o ultimo golpe contra aquele dragão. Algo havia mudado… algo dentro dele. E apesar de não gostar da ideia de ter ser ”convocado”, ele estava muito curioso para saber oque queles sábios teriam a dizer sobre o ocorrido.

Encarou os degraus que já havia deixado para trás. A mulher que o Jarl mandou como sua acompanhante, Lidya ou algo assim, havia ficado para trás, e dado o clima, provavelmente não o alcançaria tão cedo. Voltar para busca-la não era uma opção, mas ela ficaria bem. Ele viu como aquela guerreira lutava e tinha certeza que alguns lobos não seriam páreos para ela.

Rizowalla retornou de seus pensamentos repentinamente, ao ouvir um barulho próximo. Virou-se a tempo de ver algo branco indo em suas direção. Tentou esquivar-se, mas garras acertaram seu tórax e ele foi arremessado à algumas dezenas de degraus abaixo. Ele ignorou a dor, levantou-se, apoiando-se no seu machado, e levantou a cabeça para enxergar o inimigo. Vindo em sua direção, já preparando um novo ataque, um Troll das neves corria furiosamente.

-Huh…- Esperou que a criatura viesse ataca-lo. O Troll tentou novamente acata-lo com sua garra direita, mas o bárbaro esquivou-se para trás. O monstro precipitou-se para a frente, perdendo o pouco o equilíbrio. Um machado girou no ar…

… e rasgou um ferimento no oponente.

O Argonian sentiu o cheiro de fumaça e sangue. Olhou para sua arma, manchada em vermelho. Em seguida olhou para a criatura que agora berrava de dor e estava coberta de chamas. Notou que parte do corpo da criatura agora compartilhava a cor que se espalhava por seu machado.

– Se sangra… pode ser morto- Preparou-se para contra-atacar mais uma vez. Sentia o sangue saindo de sua própria boca, não podia ser descuidado ou acabaria tendo aquele lugar como seu túmulo. O tempo pareceu estender-se. Cada passo, cada golpe, cada grito proferido por um dos combatentes, a peleja pareceu durar uma eternidade. Mas tudo chega ao fim e logo um golpe final, certeiro, foi desferido e o sangue pintou a neve de vermelho.

O Vitorioso tentou seguir seu caminho, arrastou-se o máximo que pode, mas seus olhos começaram a pesar. Ouviu vozes.

– Poderia ester ser… Rápido, levem-no para dentro- Sua visão já havia escurecido à esta altura. No entanto ele não se preocupou. De alguma forma sabia que não morreria ali. Havia ainda muito a ser feito, aquilo não era o fim, apenas o começo….

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Novas aventuras ainda o aguardavam no futuro.

Top 3- O que eu NÃO DEVIA ter assistido enquanto criança.

É inegável o quanto nossa sociedade atual tenta proteger ao máximo as crianças dos horrores do mundo. Seja qual for a mídia, sempre haverá algum paladino, um defensor da moral e bons costumes, disposto a proferir a já célebre frase:

Por esta razão, nos ultimos anos, temos vivido em no regime do ”Politicamente Correto”. Qualquer coisa é motivo para processos e temos que tomar cada vez mais cuidado com o que falamos, pois podemos ”influenciar a mente do jovem”.

Por um lado eu acho esta super-proteção aos infantes um saco. Uma criança que não é exposta a nenhum ”mal do mundo” não adquire a capacidade de lidar com eles e acabará sofrendo um grande choque ao se ver forçada à encara-los no futuro e, acredite, o mundo não será gentil com você só porque você é inocente. Muito pelo contrário, ele arrancará de você sua inocência, junto de seus sonhos, esperanças e, possivelmente, algum trocado que você tenha na carteira.

Por outro lado eu entendo um pouco desta preocupação dos pais de hoje. No nosso tempo nós fomos expostos à coisas que, de fato, crianças não deveriam e que possivelmente afetaram nossa maneira de ser de hoje.

No meu caso, eu tive contato com algumas séries e filmes que alteraram completamente minha maneira de ser e meus gostos de forma drástica quando criança, e que muito provavelmente me traumatizaram de tal forma que jamais serei capaz de me curar, não importando o quanto eu gaste com terapia ou remédios.

E aqui estão algumas delas:

3- Evil Dead

Acredito que deva ter sido por volta de 1998 que foi anunciado um jogo da franquia para o Playstation. Nesta época eu tinha uns 8 ou 9 anos, e havia adquirido meu PS1 recentemente, logo estava fissurado com qualquer novidade para o console. Obviamente, assim que fiquei sabendo do jogo eu decidi ir atrás dos filmes para saber do que se tratava. Por um acaso do destino, cerca de 1 ano depois, eu estava passando de canais pela madrugada quando o primeiro filme da série estava sendo exibido.

Agora vamos por partes.

Primeiramente, para os que conhecem a série superficialmente, o primeiro filme diferente de seus sucessores tem uma pegada mais pesada e séria, incluindo uma cena perturbadora envolvendo uma árvore demoníaca estuprando uma mulher.

Em segundo lugar, os efeitos podem parecer muito ruins para hoje em dia, mas naquela época eram competentes o suficiente para aterrorizar crianças de menos de 10 anos.

O pior é que eu acabei realmente gostando do filme, tornando-se um dos meus filmes preferidos e colocando o gênero de terror com um de meus prediletos.

2- South Park

Acho que não preciso falar muito sobre este. Uma série onde uma das piadas recorrentes é a MORTE BRUTAL DE UMA CRIANÇA dispensa qualquer explicações.

Além do que, o humor ácido da série acabou influenciando na formação do meu caráter… sim, eu sei que não devia me orgulhar disso, mas eu diria até que, assim como no caso de Evil Dead, foi mais voltada para esta formação de personalidade sarcástica do que outra coisa.

Apesar de ambos serem violentos, na época em que eu os assisti eu já não era uma criança facilmente impressionável no quesito ”banho de sangue”.

”Por que?” você pergunta?

1 – Genocyber

Poisé. Se você me conhece, e as chances são que, se você está acessando este blog você provavelmente conhece, você já devia estar esperando por isso. Não consigo pensar em uma ocorrencia mais bizarra na TV nacional do que a exibição de Genocyber.

Para aqueles que não sabem, lá por 1997, a Manchete havia descoberto a maravilha que eram os animes, tendo sido salva pelo recente sucesso de Saint Seiya (<<ALERTA REGRA DOS 15 ANOS>>). Logo os executivos da rede partiram em busca de novos animes para que pudessem aproveitar o hype da série. E assim surgiu o bloco U.S. Manga, cuja música de abertura viria a me atormentar pelo resto de toda a minha vida.

Espero, do fundo do meu coração, que está música persiga vocês até o túmulo, pois com certeza ela me irá me seguir.

Enfim, entre pérolas como Zeorymer e Detonator Orgun (<<ALERTA REGRA DOS 15 ANOS>>), chegou às nossas casas o bloodbath conhecido como Genocyber, cuja estória incrivelmente envolvente, profunda e reflexiva, está resumida no video abaixo:

NOT SAFE FOR WORK… neither for Family or friends for that matter

É claro que na época de sua exibição na TV aberta houve alguma censura, mas muita coisa ainda conseguiu passar. O suficiente para traumatizar uma criança de 7 ANOS de idade… ou simplesmente faze-la passar a gostar deste tipo de séries.

E o pessoal vem reclamar que as crianças de hoje não deviam assistir Power Rangers porque é violento. Sinceramente…

Um pequeno desabafo de fim de ano.

Acho que esse ano eu devo ter sido uma das únicas pessoas do mundo que:

– Não ficaram empolgadas com o PS Vita

Sério, em momento nenhum olhei pra isso e pensei ”Que parada foda! Preciso de um!”. Eu admito que ele até parece um ótimo handheld, e é cheio de funcionalidades, mas simplesmente não me interessou em nada.

– Não se perderam em Skyrim

Não achei o jogo ruim, só que ele meio que não me empolgou. Talvez futuramente, mas acho que tenho coisa melhor pra jogar ainda.

– Não tá nem aí pro IPad

Parece ser um ótimo leitor de e-Books, mas pra isso tem… hum… Leitores de e-Books. No mais ele me parece que não é tão potente quanto um laptop, nem tão compacto quanto um IPhone e, PARA MIM, é muito melhor andar com um gadget que caiba no meu bolso.

– Ainda quer um 3DS

”Mimimi, quase não tem jogo. Me diz mais de 10 jogos bons pra esse video-game!”
Mermão, meu dinheiro não dá em árvore. Tu acha mesmo que no decorrer de 1 ano eu vou comprar mais de 10 jogos que custam por volta de 200 reais cada!? O Portátil é pra eu jogar só fora de casa, nem preciso de tanto jogo assim, pra jogar em casa tenho a Steam.

”Mimimi, só tem aquelas franquias da Nintendo”
Hã… eu sei, e é por elas que eu escolho video-games da Nintendo. Se eu quisesse franquias que não fosse da Nintendo ia atrás de outros video-games, oras.

– Não assistiu The Walking Dead nem Game of Thrones

Não vou dizer que ”não tenho tempo mais para nada por conta do meu trabalho”, mas, de fato, meu tempo já não é mais o mesmo e eu estou tendo que escolher minhas prioridades.
E se, à 2 anos atrás eu assistia toda série nova que saia, atualmente eu estou mais focado em jogos. É algo cíclico, eventualmente vou me interessar por séries de novo, mas no momento não tenho tido paciência pra assistir nada, sequer filmes direito.

– Gostou MUITO mais do jogo Dead Island do que do Trailer

Se tem uma coisa que eu aprendi a muito tempo atrás é: Trailer sem Gameplay não significa PORCARIA NENHUMA. Quando o primeiro trailer do jogo saiu eu simplesmente ignorei porque não mostrava nada do jogo em si. Quando o jogo finalmente saiu eu gostei, um jogo divertido e bem legal pra se jogar em Multiplayer.

”Mas o jogo não apresentou nada do que tinha no trailer” Geez, sério? Será que tem a ver com o fato de que O TRAILER NÃO MOSTRAVA NADA DO JOGO EM SI?
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Essas são opiniões MINHAS. Não estou tentando força-las goela abaixo de ninguém, apenas parem de me encher sobre estes assuntos e me deixem passar pro próximo ano em paz, ok? :)

Post atrasado sobre o Natal

Natal.

Afinal de contas, o que você tem de tão especial, de tão mágico, que faz com que as pessoas tomem atitudes que jamais tomariam em outras circunstâncias?

Em se tratando de datas comemorativas, o Natal pode ser considerado como o vinho dos feriados: quando inebriado por ele algumas pessoas se emocionam, podendo até chegar a chorar, outras demonstram-se felizes sem razão aparente, e ainda temos os que se vestem e/ou agem de maneiras que normalmente seriam condenadas pela sociedade, mas como é Natal está tudo perdoado.

Afinal é importante aproveitar ao máximo a única oportunidade do ano que você tem de vestir aquela sua roupa de duende.

É importante eu abrir um parênteses aqui para diferenciar o Natal de outra comemoração, esta podendo ser considerada a cachaça dos feriados, que seria o Carnaval, onde as mesmas regras se aplicam, no entanto multiplicadas por 10 e muito, mas MUITO mais prejudiciais. Além do que, mesmo que todos conheçamos um Scrooge que não goste do Natal, é bem mais comum pessoas que não gostem do Carnaval e acreditem que este deve ser banido dos calendários de todo o mundo, e tornar a simples menção a esta festividade um crime punível com decapitação imediata.

Sinto muito, estou perdendo o foco. Permitam-me tentar retomar meu pensamento, sim?

Então, cerca de dois dias atrás cheguei à conclusão de que deve haver algo realmente mágico relacionado à data em questão. Talvez devido a este ter sido o primeiro ano que cheguei ao fim estando empregado, eu acabei não notando a aproximação Véspera Natal até alguns dias antes da mesma.

Agora, para alguns pode parecer estranho alguém deixar uma data tão conhecida quase passar desapercebida, no entanto minha ânsia por esta deveu-se por muitos anos aos presentes que eu poderia receber, que desde minha maioridade deixaram de ser brinquedos, aparelhos eletrônicos e outras coisas das quais eu REALMENTE GOSTO para se tornarem roupas e perfumes. Assim sendo, meu hype com relação ao Natal teve uma queda brusca nos últimos anos.

Ok, sei que esta imagem tem sido muito utilizada, mas ela define muito bem a situação.

Mas continuando, assim que fui lembrado em meu trabalho que o Natal estava tão perto eu decidi não ligar mais para o ele. Eu iria ignorar totalmente aquele clima festivo:

-Danem-se os presentes. Já não me importo com o que vou receber, se é que irei receber algo.

-Danem-se as festas. Não faço questão de passar esta data em um lugar arrumado e cheio de enfeites.

-Dane-se a ceia. Não quero ter de esperar até meia-noite para comer. O farei quando estiver com fome.

Era isso, eu havia diminuído a grandiosa e over-rated comemoração à apenas mais um dia, onde iria simplesmente ficar com minha família e, mais tarde, visitar meus amigos queridos e ter bons momentos junto a todos eles. E foi neste momento que eu percebi: ao tentar retirar toda a sua importância, eu acabei apenas me aproximando mais ainda do seu real significado. Eu admito a derrota, você venceu.

Fanart: FênixCast #4b- Férias do Ogro

FênixCast #4b: ”Só mandaram desenhos porque era pra sacanear (…) Se fosse pra desenhar eu na praia do Dead or Alive (…) ninguém ia mandar desenho nenhum.”

Challenge Accepted! >XD

Não é bem a praia do Dead or Alive, mas é o máximo que minhas habilidades limitadas no Paint me permitem.

Enfim, outra homenagem ao site Fênix Down, cujo link você encontra ao lado ==>

Tão perto…

Dizem que “Deus não dá asa à cobras”, e imagino que, se o fizesse, ele provavelmente ainda não a daria condições para alçar vôo, tornando aquela aquisição biológica completamente inútil para o pobre animal.

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Posso até estar soando um tanto pessimista demais, mas quase sempre, a vida é tal qual uma tragédia grega: quando algo muito bom acontece, algo ruim está à espreita, apenas esperando que você baixe sua guarda para lhe aplicar uma voadeira…

… ok, estou apenas falando de mágoa por conta da minha situação atual, ilustrada no quadrinho a seguir:

 

 

 

Nada mais a declarar por hoje…