Frutos Proibidos

E cá me encontro de volta, depois de um considerável tempo ausente retorno à minhas atividades neste blog.

Como alguns devem saber, passei algum tempo sem postar devido à problemas com minha conexão à internet, problema resolvido a cerca de uma semana… Então por que demorei tanto para voltar a escrever?

Em parte se deve à falta de assuntos para dissertar sobre… que é a desculpa mais clássica quando você está simplesmente com preguiça de escrever, ou está ocupado demais caçando achievements na Steam.

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Preciso… escrever… devo… resistir … à tentação…

Mas não estou aqui para falar do meu problema com jogos (guardemos isso para um post futuro). Também não farei um post sobre Halloween, tendo em vista que este barco já zarpou faz tempo.

Queria falar um pouco sobre um outro defeito uma outra característica do ser humano: a necessidade de se ter o que não se pode ter.

É de conhecimento geral que nós todos deveríamos viver em uma utopia, um lugar lindo e pacifico onde os porcos vem até você e lhe oferecem seu próprio bacon.

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Ao menos foi isso que os Simpsons me ensinaram

Pois bem, o que aconteceu então? O que ocorreu foi que em determinado momento alguém chegou com o ser humano e disse:

“Ei, tá vendo aquela árvore que você nunca deu importância ou nem sequer tinha notado ainda? Só passei pra avisar que ela é proibida, tá?”

“Hã? Árvore? Que árvo-“

Ferrou. Dizer que algo é proibido é a segunda maneira mais eficiente de instigar um ser humano a fazer algo. Pessoalmente, eu sempre achei que o fruto proibido não passou de um pretexto. É obvio que o homem estava tocando o terror no Jardim do Éden, e, em toda a sua sapiência, “Ele” malandramente arquitetou um plano para se livrar da ovelha negra, se aproveitando do desejo pelo proibido que é inerente ao ser humano.

By the way, a maneira mais eficiente, é claro, é usar as palavras “Eu duvido!”

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Quantas vezes não nos pegamos fazendo coisas estúpidas e/ou perigosas, apenas com o objetivo de alcançar algo que nos foi negado? Diabos, muitas vezes sequer ligamos tanto para o objetivo em si. Oque acaba nos motivando é privação que recebemos.

“‘Dane-se o biscoito. Nem sequer gosto de doces. Mas aquele corno disse que eu não podia comer, então vou me empanturrar desta porra.”

Parece ridículo, mas basta uma pequena busca em suas memórias para lembrar de alguma ocasião na qual você desobedeceu seus pais. Não o fazíamos muitas vezes apenas para demonstrar nossa oposição à sua autoridade?

E nem sempre o fazemos conscientemente. Existe uma razão pela qual,muitas vezes, nos sentimos atraídos por quem não nos quer, ou porque sempre achamos grama do vizinho mais verde.

É interessante como isto casa bem com aquela outra característica do ser humano sobre a qual eu comentei tempos atras, de nunca se contentar com o que se tem e sempre buscar algo melhor. Talvez uma seja apenas uma espécie de extensão da outra e a vontade de se possuir algo que não se tem também seja responsável pela evolução do ser humano. Afinal alguém certa vez disse “O homem move-se apenas por 3 razões: Amor, Vingança e Inveja”.

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