Arquivo mensal: novembro 2011

Fanart: FênixCast #3- Taskete Kudasai! CatOgre!

Só uma pequena homenagem ao podcast Fênixcast, mais especificamente ao participante Ogrohimself.

Aqui vemos o CatOgre, o anti-héroi que ronda as ruas de Arkham City atrás de crimes para resolver… e às vezes ruas da Asia atrás de outros objetivos também…

Taskete Kudasai!

Pra quem não conhece, o FênixCast é um dos dois podcasts do site FênixDown, página especializada em jogos com diversas colunas diferentes e atrações de texto, audio e video. Fica a dica aqui =)

http://www.fenixdown.com.br/

 

Até, pessoas o/

 

Steam, China e Outros Discretos Sugadores de Grana.

E mais uma vez retorno após um longo período ausente. Sequer tentarei justificar este tempo sem atualizar, até porque eu bem sei que ninguém importa-se com isso, então cortarei esta parte e irei diretamente ao assunto.

Quem já me conhece deve saber da minha paixão absurda por jogos e gadgets. Por muito tempo, no entanto, um impecilho financeiro me privou de saciar meus desejos relacionados a estas duas paixões.

Agora, não me entendam mal. Posso dizer que, em termos financeiros, a vida nunca foi tão rígida comigo. Não é que eu não tivesse dinheiro algum, apenas não sobrava o suficiente e, como eu nunca fui uma pessoa muito paciente, eu preferia usar o pouco que me restava para sair com meus amigos do que guardar para fazer compras maiores no futuro.

Tudo isso mudou desde que arrumei um novo emprego. E se por um lado isso é algo bom, afinal agora posso comprar novos jogos/gadgets E sair com meus amigos, tudo no mesmo mês, por outro lado tornei-me suscetível à gastos maiores e ao perigo de acabar falido.

Não importa o quanto eu quisesse um objeto antes, como eu não tinha dinheiro para gastar eu simplesmente suprimia aquele desejo consumista e seguia minha vida. Tão pouco eu me iludia com a possibilidade de fazer mais de uma compra fora do orçamento por mês. Uma vez que se tem algum dinheiro para se gastar esta realidade muda.

Não digo que eu simplesmente enlouqueci e decidi fazer várias compras grandes, meu nível de retardo mental ainda não alcançou tal patamar. Por outro lado, eu começo a notar que, caso eu não passe a me policiar melhor, eu posso acabar estourando meu salário devido à gastos que inicialmente parecem ínfimos.

À cerca de 1 ano, talvez um pouco mais, eu conheci duas lojas online que um dia ainda serão o meu fim. Falo das minhas amadas Steam Store e DealExtreme. Estas duas lidam precisamente com minhas paixões anteriormente citadas, jogos e gadgets respectivamente. É claro, elas não são as únicas lojas especializadas nestes produtos, no entanto elas se diferenciam por conta de seus preços. Enquanto a DealExtreme traz produtos chineses de qualidade duvidosa, porém com preços bastante acessíveis (Tablets por menos de 200 contos, por exemplo), a Steam faz promoções diárias, colocando muitas vezes títulos fortes por até um quarto do preço. E é neste ponto que mora o perigo.

Meus Gadgets novos. Um tablet e um MP3. Preço: menos de 200 reais, ambos.

Quando você se vê pagando mais de 200 reais em jogo você sente o baque monetário em sua carteira imediatamente, e rapidamente se abstém de fazer novas compras, pois você sabe que já gastou muito dinheiro. Por outro lado, quando você compra um jogo por 10 reais e um MP3 por 30, a impressão que se tem é que o gasto foi mínimo, então por que não continuar comprando? E no fim do mês, quando a conta do cartão chega…

Não tenho duvidas de que, se não fossem as várias promoções na Steam, eu não teria gasto metade do que gastei nesse ano com jogos. Neste exato momento em que escrevo este texto estou me controlando para não sucumbir a uma destas promoções, e provavelmente falharei.

Metade destes jogos sequer foi testada ainda.

O negocio é aprender a se controlar, se necessário fingir para si mesmo que não tem dinheiro às vezes, mesmo tendo. Não apenas para compras, mas também para outros tipos de gastos. Se não há necessidade de lanchar naquela padaria ou naquele restaurante todo dia por que não reduzir para dois ou três lanches por semana no máximo?

Quem sabe isso não faça bem não apenas para você financeiramente, mas também fisicamente?

Frutos Proibidos

E cá me encontro de volta, depois de um considerável tempo ausente retorno à minhas atividades neste blog.

Como alguns devem saber, passei algum tempo sem postar devido à problemas com minha conexão à internet, problema resolvido a cerca de uma semana… Então por que demorei tanto para voltar a escrever?

Em parte se deve à falta de assuntos para dissertar sobre… que é a desculpa mais clássica quando você está simplesmente com preguiça de escrever, ou está ocupado demais caçando achievements na Steam.

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Preciso… escrever… devo… resistir … à tentação…

Mas não estou aqui para falar do meu problema com jogos (guardemos isso para um post futuro). Também não farei um post sobre Halloween, tendo em vista que este barco já zarpou faz tempo.

Queria falar um pouco sobre um outro defeito uma outra característica do ser humano: a necessidade de se ter o que não se pode ter.

É de conhecimento geral que nós todos deveríamos viver em uma utopia, um lugar lindo e pacifico onde os porcos vem até você e lhe oferecem seu próprio bacon.

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Ao menos foi isso que os Simpsons me ensinaram

Pois bem, o que aconteceu então? O que ocorreu foi que em determinado momento alguém chegou com o ser humano e disse:

“Ei, tá vendo aquela árvore que você nunca deu importância ou nem sequer tinha notado ainda? Só passei pra avisar que ela é proibida, tá?”

“Hã? Árvore? Que árvo-“

Ferrou. Dizer que algo é proibido é a segunda maneira mais eficiente de instigar um ser humano a fazer algo. Pessoalmente, eu sempre achei que o fruto proibido não passou de um pretexto. É obvio que o homem estava tocando o terror no Jardim do Éden, e, em toda a sua sapiência, “Ele” malandramente arquitetou um plano para se livrar da ovelha negra, se aproveitando do desejo pelo proibido que é inerente ao ser humano.

By the way, a maneira mais eficiente, é claro, é usar as palavras “Eu duvido!”

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Quantas vezes não nos pegamos fazendo coisas estúpidas e/ou perigosas, apenas com o objetivo de alcançar algo que nos foi negado? Diabos, muitas vezes sequer ligamos tanto para o objetivo em si. Oque acaba nos motivando é privação que recebemos.

“‘Dane-se o biscoito. Nem sequer gosto de doces. Mas aquele corno disse que eu não podia comer, então vou me empanturrar desta porra.”

Parece ridículo, mas basta uma pequena busca em suas memórias para lembrar de alguma ocasião na qual você desobedeceu seus pais. Não o fazíamos muitas vezes apenas para demonstrar nossa oposição à sua autoridade?

E nem sempre o fazemos conscientemente. Existe uma razão pela qual,muitas vezes, nos sentimos atraídos por quem não nos quer, ou porque sempre achamos grama do vizinho mais verde.

É interessante como isto casa bem com aquela outra característica do ser humano sobre a qual eu comentei tempos atras, de nunca se contentar com o que se tem e sempre buscar algo melhor. Talvez uma seja apenas uma espécie de extensão da outra e a vontade de se possuir algo que não se tem também seja responsável pela evolução do ser humano. Afinal alguém certa vez disse “O homem move-se apenas por 3 razões: Amor, Vingança e Inveja”.